O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Carlos Alberto Quesada, alertou que a floresta amazônica está perdendo sua capacidade regenerativa devido ao aumento dos níveis de dióxido de carbono (CO2). A declaração foi feita durante o Seminário Internacional sobre a Amazônia e as Florestas Tropicais, organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), como parte das iniciativas do G20 que começou na última segunda-feira (16), em Manaus. Quesada ressaltou que os estudos mostram uma redução gradual nas funções ecológicas da floresta, destacando a necessidade urgente de medidas para sua preservação.
O evento reuniu especialistas, cientistas e representantes internacionais para debater a preservação ambiental, inovação científica e cooperação entre os países. Quesada, que monitora a floresta com torres que medem o impacto do CO2 nas árvores, afirmou que a floresta precisa de ajuda, especialmente no contexto das mudanças climáticas globais.
Quesada também destacou que as mudanças climáticas afetam desproporcionalmente as populações mais pobres, que não são as principais causadoras do problema. Ele defendeu que os países mais ricos, responsáveis por grande parte das emissões de CO2, liderem o processo de mitigação dos impactos ambientais. O evento no Inpa se encerrou ontem (18), e ao final, o GT apresentou um relatório final, que sintetizou as principais conclusões dos painéis e debates.
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