Um tsunami chamado Americanas (AMER3) e outros tremores secundários, como os de Light (LIGT3), Oi (OIBR3), Marisa (AMAR3) e até CVC (CVCB3) fez acontecer o que muitos investidores consideravam impossível: os fundos de renda fixa sofreram, e alguns chegaram a apresentar retorno negativo nas semanas que se seguiram.
Mas a crise de confiança que se instalou entre os investidores levou muitos deles a colocar em xeque inclusive fundos de renda fixa que não investem (ou investem pouco) em debêntures e outros papéis emitidos por empresas e que, portanto, passaram ilesos pelo pior momento do mercado de crédito até aqui.
Um levantamento exclusivo da plataforma Trademap, feito a pedido do InfoMoney, mostra os fundos de renda fixa que tiveram melhor rentabilidade nos 45 dias que se seguiram à revelação do escândalo contábil de Americanas, em 11 de janeiro.
Nesse período, enquanto o mercado cogitava as possibilidades de fraude no balanço auditado da varejista, os credores tentavam negociar e as ações despencavam na Bolsa, houve fundos de renda fixa que renderam mais de 3,70% – contra os ganhos acumulados de 1,43% na taxa do CDI (principal indicador de retorno da renda fixa).
Dos 20 fundos de renda fixa com retorno mais alto no período, nenhum rendeu menos de 2%. Segundo os dados da Trademap, nenhum é fundo de “crédito privado”, classificação atribuída pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) às carteiras livres para destinar 50% ou mais dos investimentos para papéis de renda fixa emitidos por empresas.
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