Monday, 08 de June de 2026
22/03/2023   15:30h - Mundo

Funcionários da Cruz Vermelha são sequestrados no Mali

Dois funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foram sequestrados no Mali no último sábado (18) por homens armados, em uma área remota entre as cidades de Gao e Kidal. A entidade humanitária exige a libertação dos colaboradores e destaca que é "neutra, independente e imparcial". Os sequestros são comuns no país, que vive uma crise de segurança causada por grupos extremistas islâmicos, e trabalhadores humanitários são um alvo habitual.

 

A segurança dos funcionários tem sido uma preocupação crescente da Cruz Vermelha no Mali. No ano passado, Martin Schuepp, diretor de operações da agência, admitiu que o "crime é abundante por lá". Ainda assim, a entidade faz "todo o possível para alcançar os necessitados, inclusive nas áreas mais remotas do país". Em janeiro deste ano, Mahamadou Diawara, um médico a serviço da OMS (Organização Mundial de Saúde), foi sequestrado na mesma região.

 

A ONU informou que o carro em que Diawara viajava foi atacado por homens armados, com o médico sendo levado pelos agressores. Embora tenha sido agredido, o motorista do veículo não foi raptado. A Cruz Vermelha não deu maiores detalhes sobre o sequestro de seus funcionários e pediu que não haja "especulações" sobre o ocorrido, sob o argumento de "não prejudicar a resolução" do caso.

 

Os sequestros de trabalhadores humanitários são frequentes no Mali, onde grupos extremistas islâmicos têm atuado. A região do Sahel, onde o país está localizado, tem sido alvo de ataques terroristas cada vez mais frequentes nos últimos anos. A França tem liderado uma operação militar na região, que conta com a participação de tropas de outros países da Europa e do continente africano.

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