Dois funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) foram sequestrados no Mali no último sábado (18) por homens armados, em uma área remota entre as cidades de Gao e Kidal. A entidade humanitária exige a libertação dos colaboradores e destaca que é "neutra, independente e imparcial". Os sequestros são comuns no país, que vive uma crise de segurança causada por grupos extremistas islâmicos, e trabalhadores humanitários são um alvo habitual.
A segurança dos funcionários tem sido uma preocupação crescente da Cruz Vermelha no Mali. No ano passado, Martin Schuepp, diretor de operações da agência, admitiu que o "crime é abundante por lá". Ainda assim, a entidade faz "todo o possível para alcançar os necessitados, inclusive nas áreas mais remotas do país". Em janeiro deste ano, Mahamadou Diawara, um médico a serviço da OMS (Organização Mundial de Saúde), foi sequestrado na mesma região.
A ONU informou que o carro em que Diawara viajava foi atacado por homens armados, com o médico sendo levado pelos agressores. Embora tenha sido agredido, o motorista do veículo não foi raptado. A Cruz Vermelha não deu maiores detalhes sobre o sequestro de seus funcionários e pediu que não haja "especulações" sobre o ocorrido, sob o argumento de "não prejudicar a resolução" do caso.
Os sequestros de trabalhadores humanitários são frequentes no Mali, onde grupos extremistas islâmicos têm atuado. A região do Sahel, onde o país está localizado, tem sido alvo de ataques terroristas cada vez mais frequentes nos últimos anos. A França tem liderado uma operação militar na região, que conta com a participação de tropas de outros países da Europa e do continente africano.
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