A Polícia Civil de São Paulo prendeu na última quinta-feira (3) João Nazareno Roque, funcionário da empresa de tecnologia C&M Software, suspeito de facilitar um golpe bilionário por meio de transferências via PIX. Segundo as investigações, Roque vendeu seu login e senha por R$ 5 mil e, depois, recebeu mais R$ 10 mil para desenvolver um sistema que permitisse os desvios. Uma das instituições afetadas, o banco BMP, registrou um prejuízo de impressionantes R$ 541 bilhões.
A C&M Software é uma intermediária autorizada pelo Banco Central a conectar pequenas instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro. Segundo a Polícia, Roque foi cooptado por uma quadrilha de hackers por meio de engenharia social e agia como insider. Ele trocava de celular a cada 15 dias para evitar rastreamento e afirmou ter sido abordado por criminosos quando saía de um bar perto de casa. O ataque ocorreu na madrugada de 30 de junho e foi descoberto apenas horas depois, quando o sistema bancário já havia sido amplamente comprometido.
Em nota, a C&M declarou que colabora com as investigações e garantiu que sua plataforma permanece em funcionamento. As autoridades seguem apurando se outras instituições também foram afetadas. “Ele abriu a porta para o grupo criminoso, e ainda não podemos divulgar o nome de outros bancos envolvidos por conta do sigilo”, afirmou o delegado Paulo Barbosa, da Divisão de Crimes Cibernéticos. A dimensão do golpe acende um alerta sobre segurança digital e o risco crescente de ataques internos no setor financeiro.
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