quarta, 21 de outubro de 2026
13/10/2026   14:00h - Meio Ambiente

Fumaças de Manaus mantém capital com a pior qualidade do ar do Brasil

Foto: Amazônia Real

Manaus amanheceu ontem (12) envolta por uma densa cortina de fumaça decorrente do avanço crítico das queimadas na Amazônia, completando cinco dias consecutivos na liderança do ranking nacional de pior qualidade do ar, conforme monitoramento da plataforma internacional IQAir. Por volta das 6h, o Índice de Qualidade do Ar (AQI+) atingiu a marca de 195, classificado como "insalubre", com concentrações de material particulado fino (PM2.5) chegando a 123 microgramas por metro cúbico. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), corroborou o cenário crítico ao classificar o ar da capital como "muito ruim", com picos na zona leste, a exemplo do bairro Armando Mendes, onde o índice de poluentes disparou para 218,2 µg/m³.

 

Diante da gravidade da crise ambiental, uma comitiva de ministros do Governo Federal realizou um sobrevôo de inspeção em pontos críticos do interior do estado no domingo (11), incluindo a região de Autazes. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou a situação como alarmante e destacou a proliferação de focos de calor no interior de áreas florestais preservadas, o que reforça os indícios de ação criminosa. Para conter o avanço do fogo, o Executivo federal mobilizou uma força-tarefa composta por 11 aeronaves, entre aviões Air Tractor e cargueiros C-390, além do reforço de equipes do Ibama e da atuação emergencial da Força Nacional do SUS para atendimento médico à população afetada.

 

A escalada do desastre levou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) a reconhecer, no sábado (10), a situação de emergência em 36 municípios amazonenses, medida que desburocratiza o repasse de recursos federais e agiliza o socorro humanitário. Em âmbito municipal, a Prefeitura de Manaus mantém o estado de atenção ativado para coordenar respostas rápidas da Defesa Civil e orientar os cidadãos sobre cuidados com a saúde respiratória. As autoridades reforçam o alerta para que crianças, idosos e pessoas com comorbidades evitem a exposição prolongada ao ar poluído enquanto as operações conjuntas de combate aos incêndios terrestres e aéreos prosseguem na região.

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