A intensificação da seca severa na Região Norte vem impondo gargalos severos à logística aquaviária e ameaça disparar os custos do transporte de mercadorias com destino à capital amazonense. Estimativas do setor logístico indicam que a taxa extraordinária de seca e os custos adicionais de transbordo podem encarecer o frete de contêineres direcionados a Manaus em até 150%. A redução drástica nos níveis dos rios atinge trechos críticos de navegação comercial no Rio Amazonas e no Rio Solimões, obrigando operadores portuários a adotarem medidas de emergência para manter o abastecimento da região.
Com o calado dos rios em níveis historicamente baixos, grandes navios porta-contêineres ficam impedidos de navegar com capacidade máxima até o Polo Industrial de Manaus (PIM). A alternativa operacional exige que as embarcações descarreguem parte das mercadorias em portos intermediários, como Vila do Conde, no Pará, para que a carga seja transferida para balsas de menor calado desacelerando as operações, aumentando o tempo de viagem e exigindo pesados investimentos em fretamento complementar.
O impacto financeiro preocupa lideranças do setor produtivo, que alertam riscos de desabastecimento de insumos industriais e para o encarecimento de produtos ao consumidor nas vésperas de fim de ano. Entidades do comércio e da indústria voltaram a cobrar a celeridade nas obras de dragagem nos trechos mais críticos dos rios amazônicos, apontando a intervenção infraestrutural contínua como solução para mitigar os prejuízos sazonais causados pela estiagem na economia do estado.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.