O governo da França emitiu um alerta sobre a crescente tensão em torno do programa nuclear iraniano, afirmando que um confronto militar será "quase inevitável" se não houver avanços rápidos nas negociações com Teerã. A declaração foi feita após uma reunião confidencial convocada pelo presidente Emmanuel Macron com ministros e especialistas, e reforçada pelo ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, durante uma audiência parlamentar.
Segundo ele, a janela de oportunidade para renovar o acordo de 2015 está se fechando. As potências europeias, França, Alemanha e Reino Unido, intensificaram esforços para convencer o Irã a limitar suas atividades nucleares antes de outubro de 2025, quando expiram as sanções da ONU relacionadas ao pacto original.
A movimentação diplomática também envolve encontros de alto nível, como a visita do chanceler israelense a Paris e a participação do secretário de Estado dos EUA em uma reunião da Otan, indicando que o tema deve dominar a agenda internacional. Paralelamente, líderes europeus seguem articulando um novo acordo com o Irã até agosto, na tentativa de evitar uma escalada militar e garantir limites ao enriquecimento de urânio.
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