Numa alocução divulgada na plataforma X, o presidente francês apelou a que se “defenda” a Lei de 1905 para “preservar a nossa liberdade individual e, portanto, a liberdade de todos”. Apontou a lei como “o cumprimento da Revolução Francesa” e a laicidade como a sua expressão mais plena: “A laicidade é a liberdade”.
Nas suas declarações, Macron evocou as figuras históricas que estiveram na origem da lei - Aristide Briand, Jean Jaurès e Ferdinand Buisson - e insistiu que “a fé não está acima da lei”, lembrando que ninguém pode impor a outros a sua forma de crer. Destacou também o papel do Estado na prevenção de tentativas de imposição de normas religiosas à sociedade “pela intimidação ou pelo terror”. Foi o papel da escola pública, centro nevrálgico da laicidade republicana, que o Presidente fez questão de sublinhar com particular ênfase. Emmanuel Macron afirmou que a escola da República é “indissociável do secularismo”, porque garante a cada criança o acesso a uma educação “livre de qualquer imposição religiosa, cultural ou identitária”. “A maneira mais segura de ser livre é pelo ensino”, acrescentou.
O Presidente francês fez ainda referência a Samuel Paty e Dominique Bernard, professores assassinados em ataques terroristas islamistas, que descreveu como símbolos da resistência ao obscurantismo e exemplos que devem “iluminar o nosso caminho”.
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