Fontes diplomáticas americanas consideram altamente provável que os Estados Unidos realizem um ataque militar contra a Venezuela nos próximos dias. A movimentação do porta-aviões USS Gerald R. Ford rumo ao Caribe, o maior e mais moderno da Marinha norte-americana, reforça a suspeita. Segundo essas fontes, o presidente Donald Trump busca uma ação de impacto que mostre força no combate ao narcotráfico, principal justificativa para a operação, já que seria difícil justificar o alto custo militar sem resultados concretos.
Analistas apontam que o objetivo de Trump não seria uma mudança de regime, mas um ataque rápido e simbólico, semelhante ao realizado contra o Irã, para atingir laboratórios ou instalações ligadas ao tráfico de drogas. No entanto, há o temor de que uma ofensiva americana provoque reações de aliados de Nicolás Maduro, como Rússia, Cuba e Irã, além de aumentar a repressão interna e o enfraquecimento da oposição venezuelana.
Diplomatas também avaliam que uma ação desse tipo teria efeitos desestabilizadores em toda a região, especialmente na Colômbia. Em Washington, cresce a percepção de que o Brasil perdeu protagonismo na América Latina e que os esforços de Lula e de outros governos de esquerda para influenciar a crise venezuelana foram ineficazes diante da escalada militar americana.
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