As comemorações com fogos de artifício e buzinas em dias de grandes jogos trazem um perigo invisível e grave para os animais silvestres urbanos, como aves, saguis e morcegos. Ao contrário de cães e gatos, que costumam estar protegidos dentro de casa, essas espécies ficam totalmente expostas aos ruídos intensos. Como possuem a audição muito desenvolvida, o barulho gera pânico e desorientação, quebrando o relógio biológico de animais diurnos que são forçados a fugir à noite. O estresse agudo e o choque podem ser fatais antes mesmo de qualquer colisão com prédios, janelas ou veículos.
Além do impacto sonoro, a queima de fogos prejudica a reprodução e a sobrevivência das espécies. Assustados, os pais frequentemente abandonam seus ninhos de forma temporária ou definitiva, deixando ovos e filhotes vulneráveis a predadores e à fome. A fumaça química, os gases potencialmente tóxicos e os flashes intensos de luz também irritam as vias respiratórias e aumentam a sensação de risco. Esse cenário sabota o bem-estar da fauna livre e afeta até mesmo os animais mantidos em cativeiro, como em zoológicos.
Como alternativa de redução de danos, a substituição por fogos de efeito visual (sem estampido) ajuda, embora a poluição luminosa ainda cause impactos. Em caso de acidentes, o morador jamais deve tentar manipular uma ave caída ou mamífero ferido por conta própria; o protocolo correto exige acionar imediatamente a Polícia Militar Ambiental.
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