A procuradoria-geral da Venezuela efetuou a prisão de Tareck El Aissami, figura proeminente que já ocupou o cargo de ministro do Petróleo no governo de Nicolás Maduro. El Aissami, de 49 anos, é acusado de envolvimento em um esquema de corrupção que desviava recursos da empresa petroleira estatal PDVSA12.
O ex-ministro, que também serviu como vice-presidente durante o mandato de Hugo Chávez, enfrenta acusações de traição, lavagem de dinheiro, conspiração e desvio de fundos públicos. Segundo as investigações, El Aissami utilizou o dinheiro desviado para reformar sua residência e transferiu parte dos recursos para bancos estrangeiros.
Um dos pontos centrais da trama envolveu a venda de petróleo por meio de criptoativos, uma estratégia adotada pelo governo chavista para contornar as sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos à Venezuela. No entanto, executivos da PDVSA conduziram operações ilegais, desviando significativas quantias da empresa. Além disso, eles passaram a especular com o câmbio, resultando em um rombo estimado em US$ 15 bilhões.
A investigação judicial ocorreu em etapas, com a prisão de 61 funcionários, políticos e empresários no primeiro estágio. Nesta terça-feira, além de Tareck El Aissami, também foram detidos Simón Alejandro Zerpa, ex-ministro da Economia, e Samar José López, empresário acusado de lavagem de dinheiro e capitais. O ex-chefão do petróleo foi fotografado algemado, escoltado por dois funcionários com os rostos cobertos.
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, afirmou que a participação direta de El Aissami foi revelada, justificando sua prisão e futura acusação pelo Ministério Público.
A prisão de Tareck El Aissami representa um marco significativo na luta contra a corrupção no país e coloca em foco os desafios enfrentados pela PDVSA e pela economia venezuelana como um todo.
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