A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou ontem (7) que os preços elevados da energia, o aumento da dívida pública e os riscos relacionados ao avanço da inteligência artificial (IA) representam ameaças ao crescimento da economia mundial. Segundo ela, a economia global enfrenta forças opostas, com os conflitos no Oriente Médio pressionando a oferta de energia, enquanto os investimentos em IA impulsionam a demanda e podem aumentar as pressões inflacionárias.
Georgieva afirmou que os preços do petróleo permanecem próximos de US$ 100 por barril e que as restrições ao fornecimento de gás natural também preocupam, especialmente com a aproximação do inverno. O cenário tem impacto sobre a inflação, as taxas de juros e os rendimentos dos títulos públicos. A diretora do FMI também destacou que a dívida pública mundial está no maior nível desde a Segunda Guerra Mundial e deve superar 100% do Produto Interno Bruto (PIB) antes de 2030.
Em relação à inteligência artificial, Georgieva afirmou que o aumento dos investimentos no setor pode gerar ganhos de produtividade e acrescentar cerca de 0,5 ponto percentual ao crescimento econômico mundial por ano, caso a tecnologia seja aplicada de forma adequada. Por outro lado, ela alertou para riscos como impactos no mercado de trabalho, ameaças cibernéticas, instabilidade financeira e a possibilidade de uma correção no mercado caso as empresas não apresentem ganhos de produtividade compatíveis com suas altas avaliações. A diretora defendeu ainda políticas fiscais responsáveis, estabilidade de preços e medidas para fortalecer as finanças públicas e a segurança energética.
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