Um clima de apreensão tomou conta das comunidades de imigrantes da Flórida nas últimas semanas, com dúvidas e receios diante da nova lei de imigração que entrou em vigor no dia 1º. Patrocinada pelo governador republicano e pré-candidato à Presidência Ron DeSantis, a legislação aperta o cerco contra pessoas sem visto e já tem começado a provocar um movimento de debandada do estado.
Sob a nova lei, qualquer um que transporte um imigrante em situação irregular pode ser processado por tráfico humano, impossibilitando assim viagens de ônibus e obrigando empresas a checar o status de passageiros. A regra também passa a desconsiderar carteiras de motorista expedidas em outros estados como documentos oficiais –é comum que pessoas sem visto obtenham a habilitação, até então um papel válido em todo o país, em regiões mais liberais para imigração, como Califórnia e Massachusetts.
A lei obriga ainda que hospitais e postos que recebam verbas públicas via Medicaid, o auxílio saúde para pessoas de baixa renda, chequem o status migratório de pacientes. Outra exigência é que empresas com mais de 25 funcionários usem uma base de dados federal para confirmar a situação dos empregados.
Tudo isso tornou inviável para o brasileiro Anderson Geremias, 36, continuar no estado, diz ele, que já prepara sua mudança. Ele chegou há cinco anos aos EUA com um visto de turista e não voltou mais para o Brasil. Depois de passar um tempo em Connecticut e na Califórnia, está há dois anos em Orlando.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.