A Promotoria do estado da Flórida, nos Estados Unidos, anunciou nesta segunda-feira (19) novas acusações contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 95 anos, por seu suposto envolvimento na derrubada de duas aeronaves civis em 1996. A medida inclui um mandado de prisão por conspiração para cometer homicídio em primeiro grau. Segundo o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, a iniciativa busca responsabilizar o ex-líder cubano pelas mortes de quatro pessoas no episódio.
O caso ocorreu em 24 de fevereiro de 1996, quando caças militares cubanos derrubaram duas pequenas aeronaves desarmadas operadas pelo grupo Irmãos ao Resgate (*Hermanos al Rescate*), organização que auxiliava cubanos que tentavam deixar a ilha. Os quatro ocupantes morreram, entre eles três cidadãos americanos. Na época, Raúl Castro era ministro da Defesa de Cuba. De acordo com a acusação, ele teria desempenhado papel decisivo na autorização do ataque, que ocorreu sobre águas internacionais, segundo investigações citadas pelas autoridades americanas.
A ação estadual é independente de um processo apresentado pelo governo federal dos Estados Unidos em maio deste ano, relacionado ao mesmo episódio. As autoridades americanas afirmam que os processos podem tramitar separadamente, conforme as respectivas leis. O governo cubano ainda não havia se pronunciado sobre a nova acusação até a publicação da notícia. Em maio, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou a iniciativa federal como politicamente motivada.
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