Assim como a Cordilheira do Espinhaço, a flexibilização nos licenciamentos ambientais de Minas Gerais aprovada recentemente pelo Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) também pode trazer riscos para outro patrimônio da humanidade: as Cavernas do Peruaçu, em Januária, no Norte de Minas Gerais. Apesar de estar inserido em uma área de preservação, o monumento, reconhecido em julho pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), pode ser afetadas caso a vegetação no seu entorno passe a ser destruída.
Conforme divulgado na última segunda-feira (4), entre a série de mudanças aprovadas pelo Copam colegiado formado por representantes de órgãos públicos e da sociedade civil sob coordenação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) está a retirada da “proteção” a mais de 50 áreas com vegetação nativa cuja preservação têm importância biológica classificada como “extrema” ou “especial”, entre elas a Serra do Espinhaço e o Vale do Rio Peruaçu.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Estaduais do Meio Ambiente e da Arsae de Minas (Sindsema), Wallace Alves, que também é gestor ambiental da Semad, é improvável que algum empreendimento seja construído dentro do território do Peruaçu em si, uma vez que, lá, existem duas unidades de conservação. Entretanto, seu entorno pode ser impactado, o que, ao longo dos anos, pode vir a afetar o cânion.
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