O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito para investigar suspeitas de interferência estrangeira nas eleições presidenciais de 2026. A apuração busca esclarecer se houve tentativa de financiamento irregular ou oferta de vantagens à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Uma das frentes envolve a Rockbridge Network, organização conservadora norte-americana, e os empresários brasileiros Tallis Gomes e Pedro Sang. A PF também deverá identificar os responsáveis por anúncios políticos pagos por perfis estrangeiros e apurar possíveis manipulações de algoritmos em plataformas digitais, além de verificar se existia ligação entre eventual apoio eleitoral e interesses econômicos dos Estados Unidos em terras raras e minerais críticos brasileiros.
A decisão não significa que as suspeitas tenham sido comprovadas. Segundo as informações divulgadas, os empresários citados negaram envolvimento em financiamento da campanha de Flávio. Dino determinou ainda que órgãos como o Ministério das Relações Exteriores, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Banco Central e a Receita Federal sejam comunicados para avaliar providências dentro de suas competências. A investigação deverá esclarecer se houve irregularidades e quem teria participado delas.
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