O Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) acaba de se tornar coparticipante da patente de um larvicida inovador contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya. A tecnologia, desenvolvida em parceria com a Universidade do Novo México (EUA), utiliza cápsulas de óleo de laranja revestidas com fermento de padeiro (Saccharomyces cerevisiae) para eliminar as larvas do mosquito de forma ecológica e eficaz. “São dois ingredientes totalmente biodegradáveis”, destaca o pesquisador Fernando Ariel Genta, chefe do Laboratório de Bioquímica e Fisiologia de Insetos do IOC.
O diferencial do produto está na sua estratégia: as larvas consomem as cápsulas como se fossem alimento. “As leveduras estão para as larvas do Aedes assim como o filé-mignon está para os seres humanos”, brinca Genta. A ingestão leva as larvas à morte sem gerar impacto ambiental ou provocar resistência aos produtos químicos, um problema recorrente com os inseticidas tradicionais. A aplicação é simples e direta nos criadouros, promovendo um verdadeiro "delivery ambiental" de controle vetorial.
A criação do larvicida começou em 2017 e envolveu pesquisadores brasileiros e americanos em uma colaboração científica de sucesso. A patente foi inicialmente registrada nos EUA e, em outubro de 2024, a Fiocruz firmou acordo de cotitularidade com a Universidade do Novo México. Agora, com a proteção internacional garantida, o produto está pronto para ser comercializado, oferecendo uma nova e promissora arma sustentável contra o Aedes aegypti.
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