A Finlândia aderiu, ontem (14), à iniciativa da França para ampliar o alcance de sua dissuasão nuclear por meio da cooperação com países europeus parceiros. A medida ocorre em meio às preocupações de segurança relacionadas à guerra na Ucrânia e aos questionamentos sobre o compromisso dos Estados Unidos com a segurança da Europa.
Segundo o presidente finlandês, Alexander Stubb, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a segurança europeia, ampliar a responsabilidade da Europa por sua própria defesa e ajudar a prevenir uma escalada. Ele afirmou que o programa foi amplamente discutido com os Estados Unidos e com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
A cooperação prevê exercícios conjuntos, possível mobilização de curto prazo de meios com capacidade nuclear em território aliado e consultas entre os países participantes. Stubb afirmou que a iniciativa não substitui a dissuasão nuclear da Otan e que a Finlândia não pretende permitir o estacionamento de armas nucleares em seu território em tempos de paz. Ao todo, dez países participam do programa, incluindo Noruega, Suécia e Dinamarca.
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