O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para as operações de crédito rural com recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO) para a safra 2026/2027. A partir de hoje, 15 de julho de 2026, produtores rurais que investirem em projetos de sustentabilidade, como agricultura de baixo carbono, energia renovável, preservação ambiental e inovação tecnológica, terão acesso às menores taxas de juros do mercado. Com o bônus de adimplência aplicado, as taxas prefixadas para essas iniciativas sustentáveis começam em 7,52% ao ano no FNE, 7,64% no FNO e 8,14% no FCO.
Para as demais modalidades de investimento que não se enquadram nos critérios de sustentabilidade, as taxas de juros variarão conforme o fundo, a finalidade do crédito e o porte do produtor. No FNE e no FCO, as taxas efetivas prefixadas com bônus de adimplência ficarão entre 7,65% e 12,45% ao ano, enquanto no FNO os encargos flutuarão de 7,80% a 10,20% ao ano. Segundo o Ministério da Fazenda, a segmentação visa oferecer condições adequadas de financiamento para impulsionar a economia regional e atrair novos investimentos produtivos para o campo.
Outra mudança significativa aprovada pelo conselho foi a reestruturação na classificação do porte dos produtores rurais. O antigo grupo único de beneficiários com receita bruta anual de até R$ 16 milhões foi dividido em duas novas categorias: produtores com faturamento de até R$ 4,8 milhões e aqueles com receita entre R$ 4,8 milhões e R$ 16 milhões.
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