O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, defendeu ontem (21) o fim da escala de trabalho 6x1, argumentando que a redução da jornada é um caminho para aumentar a produtividade nacional. Durante entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", Boulos destacou que um trabalhador menos sobrecarregado desempenha melhor suas funções, citando estudos que mostram o crescimento de receitas e o cumprimento de metas em empresas que já adotam regimes de descanso mais amplos.
Para fundamentar sua posição, o ministro apresentou dados internacionais e nacionais, mencionando que a economia da Islândia cresceu 5% após reduzir a carga horária para 35 horas semanais. Boulos também citou uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas de 2024, na qual 72% das empresas brasileiras que reduziram a jornada registraram aumento de receita. Segundo ele, o modelo atual de seis dias de trabalho impede que o profissional tenha tempo para qualificação técnica, o que acaba estagnando o potencial da economia brasileira.
Boulos enfatizou que a mudança na escala é uma questão de dignidade humana e eficiência econômica, destacando que o cansaço acumulado, especialmente pelas mulheres que enfrentam duplas jornadas, compromete o resultado final do trabalho. O ministro reforçou que a dinâmica global caminha para regimes mais flexíveis, como a escala 4x3 adotada pela Microsoft no Japão com ganhos de 40% na produtividade. A meta do governo federal em 2026 é fomentar esse debate para modernizar as relações trabalhistas e impulsionar o PIB por meio da valorização do capital humano.
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