A proposta pelo fim da jornada de trabalho 6x1 ganhou força definitiva no Congresso após o presidente da Câmara, Hugo Motta, encaminhar os projetos para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Com o apoio estratégico do Centrão, o governo federal projeta a aprovação da medida ainda no primeiro semestre de 2026. A tendência é que o texto final estabeleça uma escala de 5x2, reduzindo a carga horária de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial.
Para o governo, a pauta é vista como uma entrega “transformadora” e deve ser votada em plenário no mês de maio, em alusão ao Dia do Trabalhador. Parlamentares defendem que a mudança é essencial para garantir saúde, lazer e dignidade à classe trabalhadora, além de estimular o consumo e a produtividade. A articulação política busca agora unificar as propostas da deputada Erika Hilton e do deputado Reginaldo Lopes para acelerar a tramitação em uma comissão especial.
Apesar da resistência de setores empresariais que temem o aumento de custos, estudos do Ipea indicam que o mercado brasileiro tem capacidade para absorver a transição. O relatório aponta que o impacto operacional seria inferior a 1% para grandes indústrias, similar a reajustes históricos do salário-mínimo.
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