A recorrente presença de Kim Ju-ae ao lado do pai, Kim Jong-um, em eventos de alto nível na Coreia do Norte, disparou rumores sobre a sua sucessão. Durante o último congresso do Partido dos Trabalhadores em Pyongyang, a jovem voltou a ganhar destaque, sendo vista por analistas como a provável representante da quarta geração da dinastia Kim. A estratégia de exposição foca na sua associação direta com o poder militar e a defesa nuclear do país.
O principal argumento para a sua ascensão reside na “linhagem do Monte Paektu”, uma doutrina ideológica que prioriza o sangue da família Kim sobre o género. Embora a sociedade norte-coreana seja profundamente patriarcal e a cúpula militar seja composta por generais veteranos, especialistas acreditam que a preservação da linhagem familiar é o fator mais importante para a estabilidade do regime, o que poderia garantir a liderança de uma mulher pela primeira vez.
Apesar do forte simbolismo e das imagens cuidadosamente fabricadas pela imprensa estatal, ainda não existe uma confirmação oficial sobre a sucessão. O regime norte-coreano costuma manter o sigilo sobre a sua estrutura de comando até momentos de transição definitiva. No entanto, a constante participação de Ju-ae em inspeções militares e viagens diplomáticas indica que ela está a ser preparada para assumir um papel central no futuro político de Pyongyang.
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