Ângela Maria Feitosa Mendes tornou-se uma ativista ambiental de referência, tal como seu pai, Chico Mendes. Ele foi assassinado aos 44 anos a mando de fazendeiros em 1988, na casa onde morava em Xapuri, interior do Acre, por sua luta em defesa da floresta e de seus povos.
Atualmente ela comanda o Comitê Chico Mendes, espaço que reúne ativistas por justiça social que se identificam com a luta do Mártir da Floresta que, se estivesse vivo, completaria 81 anos em dezembro. O comitê foi criado na noite do assassinato de Chico Mendes, por lideranças políticas e de direitos humanos para exigir que o crime não ficasse impune.
Em Belém para participar da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), Ângela Mendes conversou com a Agência Brasil no espaço Chico Mendes, montado no Museu Paraense Emílio Goeldi. Ela avalia os resultados da conferência, critica o pouco avanço e a falta de acesso as políticas públicas por quem vive na Amazônia.
“Eu entendo que as COPs avançaram muito pouco no que diz respeito aos direitos dessas populações que estão nesses territórios, que também são estratégicos. Quando uma COP, que fala de justiça climática acontece aqui na Amazônia, a gente olha e vê como existe um desafio muito grande para as populações de floresta, para que essas pessoas, de fato, acessem políticas públicas que lhe garantam viver com dignidade”, diz a ativista
“Então, essas populações têm todo direito de fazerem suas reivindicações. Agora, eu não acredito que elas estão sendo ouvidas nesse contexto de COP. Mas ainda é cedo [para afirmar]. Acho que essa semana muita coisa está sendo definida”, conclui.
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