A oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Figma levantou US$ 1,2 bilhão e fez as ações da empresa saltarem até 242% no pregão de estreia, superando em larga margem os valores estimados e colocando o valor de mercado da companhia acima dos US$ 65 bilhões, considerando a diluição total.
0, acima da faixa inicialmente esperada de US$ 30 a US$ 32. No pregão desta quinta-feira, os papéis chegaram a ser negociados por US$ 112,77 na Bolsa de Nova York (NYSE), antes de terem a negociação interrompida pela segunda vez devido à forte volatilidade. Com essa estreia, a empresa supera com folga a avaliação de US$ 20 bilhões que receberia na fusão cancelada com a Adobe, arquivada em 2023 após resistência de reguladores antitruste nos EUA e Europa. A Adobe, que produz o Photoshop e outros softwares criativos, pagou uma multa de US$ 1 bilhão pela desistência da operação.
A Figma vendeu 12,47 milhões de ações na oferta, enquanto investidores institucionais, como Index Ventures, Greylock Partners e Kleiner Perkins, venderam outros 24,46 milhões de papéis. A demanda superou em mais de 40 vezes a quantidade disponível, deixando metade dos interessados sem nenhuma ação, segundo a Bloomberg. Ao final da operação, Dylan Field, cofundador e CEO da empresa, manteve controle acionário por meio de ações classe B, que oferecem 15 votos cada. Ele detém 74,1% do poder de voto na companhia. A fatia de Field, que estudou na Brown University antes de largar o curso com apoio da Thiel Fellowship, está avaliada em cerca de US$ 4,9 bilhões, com potencial de valorização adicional.
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