A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) promoveu reuniões estratégicas para alinhar ações voltadas à qualificação profissional e à inserção de migrantes e refugiados no mercado de trabalho local. As tratativas envolvem parcerias com agências humanitárias, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), com o objetivo de estruturar cursos de capacitação técnica adaptados às necessidades reais das fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM).
A proposta baseia-se na oferta de rotas de treinamento profissionalizante por meio de instituições do Sistema Indústria, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI Amazonas), focando em áreas operacionais e tecnológicas com escassez de mão de obra. Além da formação técnica, a iniciativa aborda aspectos essenciais para a integração formal, como regularização documental, revalidação de diplomas, ensino da língua portuguesa e intermediação de apoio com os setores de recursos humanos das empresas fabris.
Representantes do setor industrial destacam que a inclusão produtiva de migrantes, especialmente venezuelanos que fixaram residência no Amazonas, contribui para o desenvolvimento socioeconômico regional e fortalece a responsabilidade social das empresas. Ao canalizar a força de trabalho refugiada para vagas formais no PIM, o projeto visa reduzir a vulnerabilidade social nas periferias de Manaus e impulsionar a produtividade das cadeias fabris do estado.
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