As comunidades tradicionais do território amazônico estão entre as mais excluídas do país em termos de conectividade digital. Além de não contarem com uma boa cobertura fixa, para o uso de internet via cabo e fibra ótica, a população local paga o valor mais alto do Brasil para terem conexão no domicílio, segundo dados da Pnad Contínua – TIC, de 2021.
Parte da população hoje está restrita ao uso da internet, em smartphones, o que limita suas opções de consumo de informação e mídia, produção de conteúdo local e interação virtual. Esse fosso digital se deve a uma combinação de fatores, começando pelo fato de que as iniciativas de promoção de conectividade digital no Brasil têm baixa coordenação institucional. Soma-se a isso a conhecida descontinuidade de programas sob responsabilidade do governo federal.
Os apontamentos integram o policy brief Caminhos para a conectividade digital da Amazônia brasileira, elaborado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGVces) em parceria com o WWF-Brasil, com os objetivos de analisar as principais iniciativas do Estado brasileiro, para ampliar e difundir a conectividade digital na Amazônia brasileira, além de colaborar com recomendações e caminhos para tomadores de decisão atuantes nessa agenda.
Na região Norte, a inclusão digital por meio de infraestruturas de conectividade e de energia aliadas ao uso qualificado e ao acesso significativo de tecnologias se mostra importante ferramenta para proteção e gestão de territórios tradicionalmente ocupados.
Fonte: wwf.org.br
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