Tilda Swinton, Javier Bardem e outras dezenas de artistas que participam ou já participaram de edições da Berlinale assinaram uma carta em que criticam o "silêncio" do evento em relação aos conflitos na Faixa de Gaza e a "censura" que artistas que se manifestaram sobre o assunto estariam sofrendo.
Com figuras como os cineastas Miguel Gomes, Nan Goldin, Mike Leigh e Adam McKay também entre os signatários, o documento afirma que estes esperam "que as instituições de nossa indústria se recusem a ser cúmplices da terrível violência que continua sendo perpetrada contra os palestinos."
A carta diz ainda que os signatários discordam veementemente do diretor Wim Wenders, que preside o júri desta edição e disse que artistas são o "oposto da política", e que, diferentemente do que o cineasta e a organização do festival defenderam nos últimos dias, "cinema e política não podem ser separados".
A carta vem na esteira de críticas que o festival -que, em uma declaração oficial, disse que "artista não são obrigados a se manifestar sobre questões políticas- têm recebido, por parte de jornalistas e usuários de redes sociais, a respeito da suposta falta de disposição do evento e de seus participantes para debater questões de teor político, como os conflitos entre Israel e a população palestina na Faixa de Gaza.
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