O ministro Fernando Haddad deve deixar o comando do Ministério da Fazenda até março de 2026. O objetivo da saída seria permitir que ele se dedique integralmente à campanha de reeleição do presidente Lula. O atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, é o nome favorito para assumir o cargo, garantindo a continuidade da atual política econômica.
A mudança faz parte de uma reforma ministerial mais ampla, na qual cerca de 20 ministros devem deixar seus postos para disputar as eleições ou atuar na coordenação política. Embora Haddad negue publicamente a intenção de se candidatar a cargos eletivos este ano, como o governo de São Paulo, sua saída é estratégica para fortalecer o núcleo político do governo.
A indicação de Durigan para a sucessão ainda depende do aval final de Lula, mas o presidente tem demonstrado preferência por soluções técnicas internas para evitar rupturas no mercado. Se confirmada a dança das cadeiras, Rogério Ceron, atual secretário do Tesouro Nacional, deve subir para a secretaria-executiva, mantendo a equipe afinada com o Parlamento.
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