O Museu da Amazônia (MUSA), localizado na Reserva Florestal Adolpho Ducke em Manaus, consolidou-se nos últimos anos como um dos pilares fundamentais para o turismo sustentável e a preservação ambiental na região Norte. Conhecido como um "museu vivo", ele oferece uma imersão direta em um fragmento preservado de floresta primária, permitindo que visitantes compreendam a complexidade do ecossistema amazônico sem causar impactos negativos.
O MUSA é um motor do turismo de natureza, não apenas para a região, mas para o mundo. Em 2024, o local recebeu o então presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que discursou sobre a importância de preservar a floresta amazônica e anunciou mais de US$ 50 milhões de dólares para o fundo da Amazônia.
Sua estrutura, que inclui trilhas guiadas e exposições sobre a flora e fauna locais, atrai viajantes do mundo todo que buscam uma conexão autêntica com a floresta. O grande destaque é a torre de observação de 42 metros, que proporciona uma visão panorâmica única acima da copa das árvores, essencial para a observação de aves e para entender a estratificação da selva
Para a conservação, o museu oferece diversas opções de conhecimento:
Torre de Observação: Uma estrutura de 42 metros de altura (com cerca de 240 degraus) que proporciona uma vista panorâmica espetacular da copa das árvores e da imensidão da floresta amazônica. É um local privilegiado para a observação de aves e do pôr do sol.
_jpg.jpeg)
Trilhas Guiadas: O museu possui trilhas sinalizadas em uma área de floresta primária, onde os visitantes podem aprender sobre a flora, fauna e ecologia locais com guias especializados.
Viveiros de Animais: O MUSA conta com espaços dedicados, como o serpentário, que abriga espécies peçonhentas e não peçonhentas da região (como a jararaca-do-norte e a jiboia), e um viveiro de aracnídeos. Havia também um borboletário, mas é importante verificar se está em funcionamento no dia da visita.
Lago das Vitórias-Régias: Um lago que permite a observação de uma das plantas aquáticas mais emblemáticas da Amazônia, a vitória-amazônica.

Aquário: Tanques que abrigam peixes amazônicos de grande porte, como o pirarucu e o tambaqui.
Exposições: O museu conta com exposições de longa duração e temporárias que abordam temas como a cultura indígena, arqueologia e a ciência da floresta.
_jpg (1).jpeg)
Jardim Sensorial e Orquidário: Espaços dedicados à flora, com coleções de orquídeas, bromélias e outras plantas, projetados para estimular os sentidos.
Na segurança, o museu tem investido cada vez mais na proteção do local. Apesar dos casos recentes de assaltos dentro das dependências do museu, a direção anuncia que monitora e investe em infraestrutura para dar mais conforto e segurança.
Sobre isso, o ON Jornal, conversou com o Diretor-Geral do MUSA, Filippo Stampanoni, ele falou sobre como o museu está investindo em segurança e o que os visitantes podem esperar para esse ano. Confira.
_JPG.jpeg)
ON Jornal – Recentemente alguns visitantes foram surpreendidos por assaltantes dentro das dependências do museu. Como a direção recebeu esse caso?
Filippo Stampanoni – No último domingo, um grupo de visitantes foi assaltado ao percorrer uma trilha, depois de uma visita ao pôr-do-sol, nas dependências aqui do Museu da Amazônia. O museu está profundamente triste e solidariza profundamente com as pessoas que foram atingidas por essa situação, as vítimas desse roubo, e estamos profundamente abalados pelo acontecido. Atualmente, estamos colaborando com a polícia para repassar o máximo possível de informações para poder ajudar as investigações e entender o que houve e tentar resgatar o possível dos objetos roubados.
Nossa equipe de vigia prestou depoimento na polícia para contar as informações que eles têm e eu queria fazer um apelo para as pessoas que foram assaltadas nesse dia que entrem em contato com o museu, entrem em contato com a polícia, mas saibam que caso queiram dar alguma informação para o museu, a gente vai repassar para a polícia para a gente ter mais efetividade nessa ação e tentar buscar os responsáveis.
ON Jornal – O que está sendo feito pra minimizar episódios como esse?
Filippo Stampanoni – Vamos aumentar nosso trabalho de vigia e procurar todas as medidas cabíveis para que a gente possa oferecer uma visita segura para nossos visitantes e também um lugar de trabalho seguro para os nossos colaboradores. Nossa responsabilidade vai ser levada muito a sério em relação ao que a gente pode fazer dentro da área do museu.
ON Jornal – Atualmente, o MUSA já conta com uma boa estratégia de segurança. Como ela funciona?
Filippo Stampanoni – O museu tem uma equipe de vigias que trabalha 24 horas por dia trilhando as áreas do museu, acompanhando os visitantes e fazendo um trabalho de informação interna para que a gente possa monitorar a situação dentro da reserva.
ON Jornal – Apesar do ocorrido o MUSA continua sendo um dos principais pontos turísticos de Manaus e conhecido no mundo todo. Como a admiração trabalha para manter esse legado e como a população pode ajudar?
Filippo Stampanoni – Eu gostaria também de destacar que o museu também tem uma função muito importante em termos de educação ambiental. A gente recebe aqui milhares de estudantes, recebemos pesquisadores, visitantes e hoje em dia o museu é um patrimônio cultural, natural e também de turismo da cidade de Manaus. E por ser um patrimônio, ele desempenha uma função pública importante.
O nosso trabalho constante, diário, aqui dentro é fazer com que o conhecimento sobre a floresta amazônica, a importância da floresta amazônica, seja divulgada para o máximo possível de pessoas. Portanto, o que a gente gostaria é que a sociedade inteira apoiasse o museu, nos ajudasse a desenvolver o trabalho que a gente está desenvolvendo e nos ajudasse a melhorar no serviço que a gente oferece para a população.

Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.