A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda confirmou que mantém a projeção de crescimento de 2,3% para a economia brasileira em 2026. A decisão foi anunciada após o PIB registrar uma alta de 1,1% no primeiro trimestre, superando levemente a expectativa de 1,0% do mercado financeiro. A estimativa do governo segue mais otimista que a do Banco Central (1,6%) e a do boletim Focus (1,89%).
Apesar do resultado positivo no início do ano, o ministério prevê uma desaceleração temporária da atividade econômica no segundo e no terceiro trimestres, motivada pela perda de fôlego do efeito de políticas públicas. No entanto, a expectativa é de uma retomada no último trimestre do ano, que deve ser impulsionada pelo setor industrial em resposta à redução gradual da taxa Selic.
De acordo com a análise da Fazenda, o motor do crescimento econômico no período foi o consumo interno (absorção doméstica), que compensou o desempenho negativo do comércio exterior. No balanço dos setores, a indústria surpreendeu positivamente as projeções do governo, enquanto os segmentos de serviços e da agropecuária ficaram ligeiramente abaixo do esperado.
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