Monday, 08 de June de 2026
30/07/2024   08:30h - Notícias Gerais

Farmacêutica brasileira leva prêmio internacional em projeto que substitui testes em animais

Segundo o Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF-SE), o projeto da mestranda da Universidade Federal de Goiás (UFG) usa células-tronco de dentes humanos para desenvolver um modelo para testar a teratogenicidade (a presença de agente que pode causar malformações em bebês) de cosméticos.

 

A farmacêutica brasileira Lauren Dalat de Sousa Coelho foi uma das jovens pesquisadoras agraciadas pelo Lush Prize 2024, uma honraria britânica que busca financiar iniciativas para acabar com o uso de animais em testes. Ela receberá um prêmio de £10 mil (cerca de R$69 mil).

 

Segundo o Conselho Regional de Farmácia de Sergipe (CRF-SE), o projeto da mestranda da Universidade Federal de Goiás (UFG) usa células-tronco de dentes humanos para desenvolver um modelo para testar a teratogenicidade (a presença de agente que pode causar malformações em bebês) de cosméticos. "Este modelo é crucial, pois atualmente não existem métodos in vitro (que analisa a células fora do contexto do organismo) para avaliar a teratogenicidade de produtos cosméticos disponíveis no Brasil", destacou o prêmio.

 

A organização do prêmio destaca que, no Brasil, o uso de animais vertebrados para testes de cosméticos é proibido quando os ingredientes já possuem evidências científicas de segurança e eficácia. No entanto, é permitido quando não há métodos alternativos de testes. "A avaliação da toxicidade reprodutiva é feita principalmente usando animais, com apenas um teste requerendo milhares de animais. 

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