O fato de ao menos três pessoas de uma mesma família de Patos, no interior da Paraíba, terem sido aprovadas para um cargo concorrido no CNU (Concurso Nacional Unificado) do ano passado foi um dos alertas para o início de investigação da PF (Polícia Federal) sobre um suposto esquema de trapaça nesse tipo de certame. O grupo investigado cobrava até R$ 500 mil para fraudar concursos públicos no país.
Segundo o MPF (Ministério Público Federal), a fraude envolvia acesso antecipado a provas, uso de ponto eletrônico para recebimento de respostas e utilização de documentos falsos para que outra pessoa, mais bem preparada, fizesse o certame no lugar do candidato.
Na semana passada, durante a operação Última Fase, foram presas três pessoas. Relatório da PF aponta o ex-policial militar Wanderlan Limeira de Sousa como um dos líderes do esquema por ter ligação com praticamente todos os nomes apresentados no inquérito. A reportagem procura o escritório responsável pela defesa do suspeito. O advogado que o acompanhou durante audiência de custódia ainda não tem certeza de que vá continuar no caso e preferiu não passar o contato direto.
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