Desde o início dos conflitos entre Israel e o Hamas, mais de 120 pessoas já foram levadas para Gaza, todos estes reféns capturados pelo grupo terrorista armado. Entre os sequestrados está Celeste Fishbein, nascida em Israel, mas de família brasileira, e uma das tantas pessoas de quem não se tem mais notícias nem de Israel, nem do Hamas.
Celeste é filha e neta de brasileiros. Com 18 anos, ela trabalhava como cuidadora de crianças em uma escola infantil. Ela desapareceu no início da guerra, no último dia 7. E depois de sete dias sem notícias dela, uma informação do exército israelense fez a família acreditar que ela possa estar entre os reféns do Hamas.
O tio de Celeste, revelou que há registros do celular da sobrinha em Gaza, esse registro dá alguma esperança de que pode chegar mais informações. A dificuldade, no entanto, é muito grande e a família admite que a preocupação aumenta conforme os dias vão correndo.
A apreensão aumentou durante a última quarta-feira (11). A mãe de Celeste foi até um local em Gaza para dar uma amostra de DNA de Celeste, para saber se ela poderia estar entre as vítimas da guerra. No entanto, não houve notícias até a última sexta-feira (13). E todos ficaram ainda mais preocupados.
A esperança, no entanto, prevaleceu quando chegou a notícia de que Celeste está entre as pessoas sequestradas pelo Hamas, isso significa que ela não está entre as vítimas já encontradas.
Quando os ataques começaram, Celeste e o seu namorado (não há informações dele até o momento) estavam na casa dela no Kibutz Be'eri, uma comunidade agrícola bem próxima da Faixa de Gaza. A avó dela mora a 500 metros do local, e lá também estavam a mãe e o irmão de Celeste.
Quando as sirenes começaram, os familiares de Celeste foram para um abrigo que todas as casas da região possuem. E por um aplicativo de mensagens instantâneas, surgiu a preocupação sobre o paradeiro da jovem quando ela, que havia ficado em casa, parou de responder. Os familiares de Celeste ficaram 20 horas trancados no abrigo. E de lá viram tudo ao redor ser invadido.
De acordo com declarações do grupo terrorista armado, 22 reféns já teriam sido mortos em Gaza por ataques israelenses. No entanto, não há provas de que isso realmente tenha acontecido. Ainda assim, a preocupação continua porque eles estão em Gaza, e a Faixa de Gaza está sendo destruída.
Por Davison Santos
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