quinta, 23 de abril de 2026
01/02/2025   14:00h - Mundo

Falta de controladores de voo levanta suspeitas após colisão nos EUA

O número reduzido de controladores de voo no Aeroporto Ronald Reagan no momento da colisão entre um avião da American Airlines e um helicóptero militar, na noite de quarta-feira (29), está no centro das investigações sobre o acidente. Um relatório preliminar da Administração Federal de Aviação (FAA), obtido pelo The New York Times, aponta que a torre de controle operava com menos funcionários do que o recomendado e que um único controlador era responsável tanto pelo tráfego de helicópteros quanto pelo pouso e decolagem de aviões — funções normalmente separadas.

 

O incidente, que envolveu um voo vindo de Wichita e interrompeu temporariamente as operações no aeroporto, reacendeu o debate sobre a crise no setor. Relatórios apontam que a equipe de controladores do local estava 37% abaixo da meta recomendada, forçando profissionais a jornadas exaustivas. Enquanto o Pentágono e a FAA investigam o caso, o presidente Donald Trump sugeriu falha da torre de controle e questionou as condições do sistema de tráfego aéreo. Ele também atribuiu a queda no nível dos profissionais a políticas de diversidade implementadas por administrações anteriores.

 

Além do impacto na segurança aérea, a colisão teve grande repercussão internacional, já que o voo transportava um grupo de patinadores artísticos, incluindo campeões russos. Enquanto as investigações continuam, mergulhadores já recuperaram uma das caixas-pretas do avião, e especialistas analisam se o desvio de pista ordenado pela torre momentos antes da colisão pode ter contribuído para o desastre. 

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