Aposentados que recebem benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem estar recebendo valores inferiores aos que teriam direito por conta de divergências cadastrais ocorridas no momento da concessão. Problemas como falta de registro de vínculos de trabalho, períodos de contribuição não contabilizados e salários informados de forma incorreta no cálculo inicial impactam diretamente a Renda Mensal Inicial (RMI) do segurado.
O ponto de partida para a verificação do benefício é a conferência do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), documento que reúne o histórico previdenciário e os registros trabalhistas do segurado. Segundo o advogado especialista em Direito Previdenciário, Dr. Railton Viana, o valor concedido pelo órgão não deve ser aceito como definitivo sem uma análise prévia das informações utilizadas no cálculo. Viana ressalta que um período não reconhecido ou um valor de remuneração computado com erro interfere no cálculo da aposentadoria.
Para corrigir pendências, o INSS permite a solicitação do serviço de revisão de benefício diretamente pela plataforma digital Meu INSS, sem necessidade de deslocamento presencial, exceto quando houver exigência de apresentação de documentos originais. Contudo, especialistas alertam para a necessidade de observar o prazo decadencial de dez anos, contado a partir do primeiro dia do mês seguinte ao recebimento da primeira parcela do benefício. Antes de dar entrada no pedido, é fundamental reunir documentos comprobatórios, como Carteira de Trabalho, contracheques e carnês de recolhimento, e realizar simulações prévias para evitar indeferimentos ou reduções indesejadas no valor pago.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.