Uma revisão no currículo dos cursos de Medicina do Idomed passou a ampliar, desde o início do segundo semestre de 2026, a abordagem sobre diversidade no diagnóstico e no tratamento de doenças. A instituição reformulou conteúdos que, segundo a própria faculdade, utilizavam principalmente referências associadas a pessoas brancas e passou a incluir características de diferentes populações nas disciplinas.
A mudança faz parte do programa Mediversidade, criado em 2024 pelo Instituto Yduqs. Mais da metade dos conteúdos da matriz curricular anterior já foi revisada, segundo a instituição. A nova estrutura também considera diferenças biológicas entre grupos populacionais no ensino de determinadas doenças, como a hipertensão arterial, além de ampliar a discussão sobre diagnóstico e tratamento.
A formação dos professores também foi incluída no processo. O Núcleo de Aperfeiçoamento Pedagógico e Experiência Docente (Naped) criou trilhas de capacitação, entre elas um curso de letramento racial relacionado à área da saúde. Nos laboratórios de simulação, a faculdade passou a utilizar manequins com diferentes tonalidades de pele e biotipos, que são empregados em treinamentos de procedimentos como atendimento a infartos, acidentes vasculares cerebrais e práticas ginecológicas.
Além da reformulação acadêmica, o programa prevê ações voltadas à produção científica e ao acesso à formação. As unidades do Idomed no Rio de Janeiro oferecem bolsas sociais integrais para pessoas negras, indígenas e com deficiência, enquanto um fundo filantrópico do Instituto Yduqs financia projetos de pesquisa relacionados à equidade em saúde. A iniciativa ocorre em um movimento mais amplo de instituições de ensino que vêm adotando ações de formação de professores, revisão de materiais e protocolos voltados à diversidade e ao combate à discriminação.
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