O movimento contra o anonimato nas redes sociais ganhou força no Reino Unido desde os ataques racistas contra jogadores negros da Inglaterra que perderam pênaltis na final da Eurocopa, no último domingo. Diante da pressão da sociedade, do mundo esportivo e do Governo, as principais empresas de mídia social, Facebook e Twitter, cederam e entregaram à polícia britânica dados das contas de onde partiram os ataques, o que raramente fazem voluntariamente.
Outra mudança de atitude veio do Instagram, que depois de quatro dias admitiu que errou ao não remover posts com emojis de macacos e bananas apontados na última segundafeira pela BBC.
Eles tinham sido classificados como aceitáveis de acordo com as regras da comunidade, mas o diretor geral da plataforma, Adam Mosseri, voltou atrás e pediu desculpas pela falha. As medidas não estão sendo suficiente para aplacar as críticas.
Nesta quinta-feira (15), mais um jogador atacado, Bukaya Saka, acusou as empresas de tecnologia de não se empenharem o suficiente para combater o racismo nas plataformas. Ele disse que imediatamente após perder o pênalti, dando a vitória à Itália, sabia que se tornaria alvo. E revelou que ficou fora das redes por alguns dias, para refletir.
Na longa mensagem, agradece o apoio recebido desde a final da Euro.
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