O tratamento do Complexo Gengivite Estomatite Felina está longe de ser algo simples. Como a doença tem caráter multifatorial, diferentes condutas podem ser adotadas para minimizar os seus sintomas e melhorar a qualidade de vida dos animais acometidos.
“Tratar a Gengivoestomatite Crônica Felina (GECF) é desafiador e a conduta instituída deve ser individualizado e ter como foco o controle da inflamação, alívio da dor e remoção de estímulos antigênicos crônicos”, explica Juliana Kowalesky, que é coordenadora da equipe de odontologia do Hospital PetCare, Mestre e Doutora pela FMVZ USP e coordenadora e professora de pós-graduação em Odontologia e Cirurgia Oral veterinária.
De acordo com a profissional, a base terapêutica mais eficaz comprovada na literatura é a extração dentária parcial ou total, pois o biofilme e os antígenos associados ao tecido periodontal parecem perpetuar a resposta imunomediada.
Juliana afirma que a extração dentária deve ser recomendada imediatamente após o diagnóstico do Complexo Gengivite Estomatite felina e aumenta a chance de sucesso na resposta ao tratamento. De acordo com ela, adiar a extração em favor de tratamentos exclusivamente medicamentosos, especialmente o uso crônico de corticosteroides sistêmicos, representa uma conduta inadequada, que oferece apenas alívio temporário, mascarando a dor e agravando o quadro ao longo do tempo.
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