quarta, 21 de outubro de 2026
15/09/2026   12:00h - Notícias Gerais

Exposição em Manaus mostra vestígios de 2.300 anos encontrados no Encontro das Águas

Uma exposição no Centro de Arqueologia de Manaus (CAM) apresenta ao público vestígios arqueológicos com aproximadamente 2.300 anos encontrados durante pesquisas realizadas na área onde está sendo construído o parque Encontro das Águas Rosa Almeida. A mostra fotográfica “Solo Ancestral” foi aberta na sexta-feira (11) e integra a programação do #SouManaus Passo a Paço 2026, reunindo registros que ajudam a revelar como era a ocupação da região amazônica antes da chegada dos europeus.

Organizada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (ManausCult), a exposição apresenta imagens de peças de cerâmica, instrumentos de pedra e terras pretas antropogênicas, além de um minidocumentário de cerca de 10 minutos sobre as etapas de coleta e análise dos materiais. As pesquisas arqueológicas foram realizadas como parte do processo de licenciamento ambiental das obras do parque e apontaram uma ocupação pré-colonial mais antiga do que as estimativas anteriores.

Segundo a arqueóloga e curadora Vanessa Benedito, os estudos realizados em laboratório indicam que a presença humana na área remonta a cerca de 2.300 anos. Entre os materiais identificados estão cerâmicas associadas à tradição Pocó-Açutuba. Antes das novas análises, as estimativas apontavam para uma ocupação de aproximadamente 1.700 anos. A pesquisadora destaca que as descobertas ajudam a ampliar o conhecimento sobre os povos que viviam na região, incluindo técnicas de manejo da floresta e produção de terra preta.

A exposição permanece aberta ao público por aproximadamente 60 dias no Centro de Arqueologia de Manaus, localizado na avenida 7 de Setembro, nº 350, no Centro, com visitação das 9h às 16h. As pesquisas foram acompanhadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pela fiscalização relacionada à preservação do patrimônio arqueológico. O CAM reúne atualmente cerca de 320 mil peças e também deverá promover atividades educativas sobre arqueologia, sítios históricos e a importância da preservação da memória dos povos que habitaram a Amazônia.

 

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