As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda acentuada de 25,5% em janeiro de 2026, totalizando US$ 2,4 bilhões. Este é o sexto mês consecutivo de retração desde que o governo de Donald Trump impôs sobretaxas de até 50% sobre produtos brasileiros em meados de 2025. O cenário resultou em um déficit comercial de US$ 670 milhões para o Brasil nas trocas bilaterais com os norte-americanos.
?Em contraste, o comércio com a China segue em expansão, com as exportações brasileiras crescendo 17,4% no primeiro mês do ano e atingindo US$ 6,47 bilhões. Graças a esse desempenho e à redução das importações chinesas, o Brasil garantiu um superávit de US$ 720 milhões com o país asiático. Atualmente, a China consolida sua posição como principal parceira comercial, com uma corrente de comércio quase 125% superior à registrada com os EUA.
?Outros parceiros tradicionais também apresentaram redução no volume de negócios. A corrente comercial com a União Europeia e a Argentina recuou 8,8% e 19,9%, respectivamente, refletindo uma desaceleração generalizada no intercâmbio com esses mercados. Apesar da queda nas vendas, o Brasil ainda manteve saldos positivos (superávits) com ambos os blocos, indicando que as importações caíram em ritmo similar ou superior ao das exportações.
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