Um manuscrito do século XIII foi utilizado em uma pesquisa recente para prever a ocorrência, no ano que vem, de um fenômeno espacial raro: a explosão de luz de uma nova recorrente. Nesse sistema binário, uma estrela morta suga a matéria de uma companheira maior até que a acumulação de gás provoque uma explosão termonuclear que gera um brilho intenso no céu.
De acordo com o autor do trabalho atual, professor Bradley Schaefer, da Universidade Estadual de Louisiana nos EUA, a “estrela maravilhosa” descrito pelo Abade Burchard de Upsberg em 1217 pode ser a T Coronae Borealis (T CrB), uma estrela “variável” que aumenta de brilho durante uma semana a cada 80 anos, podendo ser vista da Terra a olho nu.
Na verdade, T CrB não é apenas uma, mas sim um par de estrelas: uma gigante vermelha e uma anã branca. A primeira é o núcleo remanescente de uma estrela que já queimou todo o seu combustível nuclear, enquanto a outra é uma estrela normal, de baixa massa.
Quando as duas estrelas se aproximam dramaticamente e formam um sistema binário, a preponderante gravidade da anã "vampiriza" material da colega, aquecendo-a de forma a causar uma explosão de brilho.
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