No final de 2025, os Estados Unidos cortaram abruptamente a ajuda global à saúde, medida que especialistas alertaram poder resultar em mais de 700 mil mortes anuais, principalmente de crianças. Logo em seguida, Washington passou a propor acordos bilaterais de saúde com países africanos, vinculando financiamento a dados sensíveis de saúde e acesso a minerais estratégicos, uma prática inédita e criticada como exploração. As informações são da Al Jazeera.
O Zimbábue abandonou as negociações após os EUA solicitarem dados epidemiológicos e amostras biológicas que poderiam ser usadas para fins comerciais e de pesquisa, sem oferecer contrapartidas claras.
A Zâmbia, principal produtora de cobre, cobalto e lítio, contestou cláusulas que condicionavam US$ 1 bilhão em cinco anos à exploração de seus minerais e a um acordo unilateral de compartilhamento de dados por 10 anos. O país depende fortemente do PEPFAR, iniciativa americana de combate ao HIV que atende 1,3 milhão de pessoas, cerca de 6% da população, e qualquer interrupção no financiamento ameaça gravemente a distribuição de medicamentos essenciais.
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