Uma equipe formada por 16 pesquisadores brasileiros iniciou uma expedição científica na Serra do Aracá, no norte do Amazonas, para investigar a biodiversidade de uma das áreas mais isoladas da Amazônia. O grupo permanecerá cerca de três semanas na região, estudando animais e plantas que podem representar espécies ainda desconhecidas pela ciência.
A expedição é a terceira e última etapa de um projeto financiado pela FAPESP e realizado com apoio do Exército Brasileiro. Depois de pesquisas no Pico da Neblina, em 2017, e na Serra do Imeri, em 2022, os cientistas agora concentram os trabalhos na Serra do Aracá, formada por montanhas com altitudes entre 1.300 e 1.700 metros e ambientes de características diferentes das encontradas nas áreas mais baixas da floresta.
Pesquisa busca novas espécies
Os pesquisadores esperam encontrar espécies endêmicas e ampliar o conhecimento sobre a evolução da fauna e da flora dos chamados tepuis, formações montanhosas de topo plano. Nas expedições anteriores, foram identificadas novas espécies de sapos, lagartos, aves e outros animais. No Aracá, a equipe também utilizará técnicas como análise de DNA ambiental, que permite detectar material genético de organismos presentes na água e no solo.
O trabalho será realizado no Parque Estadual da Serra do Aracá, unidade de conservação com aproximadamente 1,8 milhão de hectares. O acesso à área será feito por helicópteros do Exército, partindo de uma base em Barcelos. Além da coleta de espécies e amostras, os pesquisadores pretendem estudar a história evolutiva das populações e entender como o isolamento das montanhas contribuiu para a formação de uma biodiversidade própria.
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