Pesquisadores do George Washington University Computational Biology Institute conduziram um estudo para descobrir quais áreas importantes do corpo são negligenciadas na lavagem.
O estudo tinha como base avaliar o microbioma da pele, que são os microorganismos que vivem nela. Dessa forma, o foco era analisar áreas que damos mais atenção durante o banho e outras que acabam esquecidas na prática. Para a avaliação, 129 estudantes coletaram amostras de algumas partes do corpo, como panturrilha, antebraço, atrás da orelha, entre os dedos dos pés e o umbigo. Após essa coleta, eles tiveram que analisar as áreas mais oleosas e compará-las com outras, lavadas com frequência.
O resultado foi que áreas lavadas com mais frequência desenvolveram um microbioma mais saudável. Em contrapartida, pontos pouco lavados apresentaram pouca variedade de organismos. "Regiões secas da pele (como o antebraço e a panturrilha) são mais ricas e funcionais do que as áreas sebosas (como atrás da orelha) e úmidas (como o umbigo e entre os dedos)", escreveram os pesquisadores em um relatório do estudo.
Além de esfregar bem todas as partes do corpo durante o banho, é preciso ficar atento a mais alguns detalhes nessa hora. Um deles, por exemplo, é a temperatura da água. A dermatologista Julia Melo explicou que os banhos devem ser sempre com água morna a fria, e durar entre cinco e dez minutos. Outro ponto importante: o uso da bucha não deve ser diário para não agredir a pele. Nas palavras da especialista, a bucha funciona como uma esfoliante da pele e acaba removendo a sua camada natural de proteção. Por conta disso, ela deve ser usada apenas para limpar melhor os pés ou quando extremamente necessária para colaborar com a remoção de sujeira.
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