O Exército de Libertação Nacional (ELN), principal grupo guerrilheiro ainda ativo na Colômbia — ordenou nesta sexta-feira, 12, que civis em territórios dominados por ele permaneçam em suas casas por por 72 horas para permitir exercícios militares. A medida é descrita pelos seus líderes como uma resposta às ameaças de “intervenção imperialista” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A medida entra em vigor a partir das 6h da manhã de domingo, 14. Em comunicado, o ELN explicou que “é necessário que os civis não se misturem com os combatentes para evitar acidentes”, sem dar mais explicações. O anúncio ocorre num contexto de tensões entre Bogotá e Washington. Trump afirmou no início deste mês que qualquer país que produza cocaína e a venda para os EUA está “sujeito a ataques”.
O ELN, ou Exército de Libertação Nacional, foi fundado na década de 1960 como um grupo marxista e nacionalista. Apesar de comprometer-se historicamente com negociações de paz, inclusive em tentativas fracassadas com múltiplos governos colombianos, continua fortemente envolvido no tráfico de cocaína e em disputas territoriais com outros grupos armados, como dissidentes das FARC.
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