Cientistas estão estudando o esqueleto de um bebê que viveu há cerca de 17 mil anos no sul da Itália, conhecido como “bebê de Grotta delle Mura.” Os restos mortais, extremamente bem preservados, foram descobertos em uma caverna em 1998, mas agora testes de DNA e datação por radiocarbono revelaram mais detalhes sobre a breve vida do bebê e sobre as condições na Era do Gelo.
Os resultados da análise indicam que o bebê, que morreu com menos de um ano e meio de idade, possuía características como olhos azuis, cabelos escuros e pele morena, uma combinação comum entre os habitantes do sudoeste da Europa durante o Paleolítico Superior. Com 82 centímetros de altura, ele apresenta um perfil genético que ajuda a entender melhor as populações que viveram na Europa naquela época.
Essas descobertas, publicadas na revista Nature, oferecem um raro vislumbre da vida e das características físicas dos primeiros habitantes da Europa, além de enriquecer o conhecimento sobre a adaptação humana ao clima e às condições ambientais da Era do Gelo.
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