O técnico Hong Myung-bo, que pediu demissão após a Coreia do Sul ser eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo, viajou às pressas para os Estados Unidos após sofrer ameaças. Segundo a imprensa sul-coreana, o treinador desembarcou em Los Angeles e precisou sair pelos fundos do aeroporto para evitar os jornalistas. A saída do país ocorreu apenas dois dias depois de ele retornar com a delegação ao território asiático, onde o desempenho da equipe virou uma crise nacional.
A eliminação precoce no Mundial, após derrotas para México e África do Sul no Grupo A, gerou duras críticas do presidente do país, Lee Jae Myung. O líder político culpou o técnico pelo fracasso, apontou supostos favorecimentos em nomeações de jogadores e exigiu que o Ministério dos Esportes lidere uma investigação sobre o desempenho da seleção sul-coreana.
Pressionado pela polêmica e pelo ambiente hostil, o comandante decidiu entregar o cargo logo após o encerramento da participação no torneio. Ao anunciar sua saída oficial, Myung-bo assumiu a responsabilidade e declarou publicamente: "Peço profundamente desculpas ao público coreano que apoiou nossa equipe. Pretendo renunciar ao cargo de técnico da seleção nacional hoje mesmo".
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