Um tribunal de Seul condenou ontem (28) a ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, a 20 meses de prisão por corrupção. A sentença, proferida pelo juiz Woo In-sung, encerra um dos processos mais polêmicos do país, embora a ré tenha sido absolvida das acusações de manipulação do mercado de ações e violação de leis de financiamento de campanha. A promotoria havia solicitado uma pena muito mais severa, de 15 anos de reclusão.
O escândalo em torno de Kim, de 53 anos, foi um dos pilares que levaram à queda de seu marido, o ex-presidente conservador Yoon Suk-yeol, destituído após a tentativa fracassada de impor uma lei marcial no final de 2024. Enquanto Kim inicia sua pena, o ex-mandatário permanece preso aguardando julgamentos por traição e abuso de poder, enfrentando acusações que, em última instância, podem resultar em pena de morte no sistema jurídico sul-coreano.
Durante o processo, Kim foi acusada de aceitar presentes luxuosos e subornos de cerca de 170 mil euros de empresários e políticos, além de manter vínculos indevidos com a seita Moon. Apesar de ter alegado inocência e classificado o julgamento como "injusto", a ex-primeira-dama pediu desculpas públicas pelos "erros cometidos" durante o exercício de seu papel institucional. Para mais detalhes sobre a crise política na península coreana, acompanhe as atualizações da Agência de Notícias Yonhap (em inglês).
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