quinta, 23 de abril de 2026
05/04/2025   10:00h - Mundo

Ex-presidente da Coreia do Sul é destituído e pede desculpas após decisão histórica

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul confirmou, por unanimidade, a destituição definitiva do ex-presidente Yoon Suk-yeol ontem (4), encerrando meses de turbulência política. Yoon foi afastado por tentar mobilizar as Forças Armadas para intervir no Parlamento em dezembro de 2024, em uma ação considerada inconstitucional. Em uma breve mensagem após o veredito, ele pediu desculpas aos seus apoiadores e admitiu não ter conseguido atender às expectativas.

 

A destituição obriga o país a convocar eleições presidenciais antecipadas em até 60 dias, com Lee Jae-myung, líder da oposição, surgindo como o principal nome na disputa. O afastamento de Yoon intensificou as tensões no país, levando as forças de segurança a um estado de alerta máximo, após protestos violentos e a invasão de um tribunal em janeiro por seus apoiadores. O Partido do Poder Popular, ao qual Yoon pertence, declarou aceitar a decisão judicial, apesar do impacto político da medida.

 

Além do impeachment, Yoon enfrenta uma investigação criminal por insurreição, uma acusação rara contra um ex-líder sul-coreano. Detido desde janeiro, ele pode enfrentar penas severas caso seja condenado. O caso reforça o compromisso do país com a estabilidade democrática, mas também evidencia as divisões profundas entre a população. 

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