O ex-presidente de Cuba, Raúl Castro, foi acusado formalmente de assassinato pela Justiça dos Estados Unidos, segundo documentos judiciais divulgados ontem (20). A acusação representa uma nova escalada na tensão diplomática entre os dois países e estaria relacionada ao caso ocorrido em 1996, quando aviões do grupo Brothers to the Rescue foram abatidos por forças cubanas, causando a morte de quatro pessoas.
O governo do presidente Donald Trump intensificou o discurso contra Cuba após a divulgação do caso. Trump classificou o país como um “Estado pária” e afirmou que os Estados Unidos irão ampliar ações contra governos considerados hostis no continente. Paralelamente, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou uma oferta de US$ 100 milhões em ajuda à população cubana, enquanto Washington mantém sanções econômicas contra a ilha.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel ainda não comentou diretamente a acusação contra Raúl Castro, mas afirmou recentemente que qualquer ação militar dos EUA contra Cuba provocaria um “banho de sangue”. O episódio amplia a crise diplomática entre Havana e Washington e reacende uma das rivalidades políticas mais históricas do continente americano.
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